Adentramos para o quarto de dormir, começamos a nos acariciar e a nos despir e logo eu já estava por cima dela. O ritmo era frenético, minha esposa gemia, e eu mantinha as estocadas rápidas e fortes. Ela gosta assim e contorce-se loucamente. De repente, a porta do quarto é aberta bruscamente e adentram cinco homens encapuzados e sem dar tempo para uma reação, dois deles me agarram, colocam-me em uma poltrona de espaldar alto e me amarram com uma corda que um deles trazia. Ela nem pode reagir, pois foi imobilizada, também, por outros dois. Enquanto a mantinham imóvel, os três que me imobilizaram e amarraram, começaram a tirar as próprias roupas e quando já despidos, aproximaram-se da cama e um disse:
- Então o maridão não está dando conta do recado, hein!!!
- Vamos ensiná-lo, como é que se faz..., proferiu um outro.
Dois dos despidos tomaram lugar dos que estavam imobilizando-a e um deles tampou a boca dela com uma das mãos, e o terceiro já com o pau teso penetrou-a pela frente violentamente. Ela esboçou um grito, mas uma mão lhe detinha. Tentando se desvencilhar, ela agitava o corpo, porém o corpo que estava sobre o dela era mais pesado e ainda havia as outras duas mãos que adiavam seus movimentos, e eram fortes e dominantes. A frágil presa debatia-se ferozmente e inutilmente, frente a matilha de hienas sedentas. Mãos, por vezes rudes, e às vezes dóceis, roçavam tetas, seios, boca, pernas, ventre; e agora, o que era resistência e pudor, tornara-se torpor, e a libido tomava sua forma e seu lugar, e de presa acuada, ela passara a fêmea no cio e, finalmente, entregava-se passiva e submissa.
Os primeiros assaltantes, agora também nus, juntaram-se aos outros que percebendo que ela submetia-se passiva e resignada soltaram-lhe as mãos e iniciaram uma masturbação coletiva para o intumescimento dos falos. Breves segundos passaram-se até o endurecimento dos membros, e então, iniciaram a violação. Os dois que a seguravam, guiam as mãos dela aos pênis, que imediatamente, ela começa a masturbar; um outro posiciona-se próximo a cabeceira da cama e introduz o falo na boca de minha esposa. Esta visão perturbadora apresenta-se por longos minutos diante de meus olhos.
Quem a violara frontalmente faz um sinal que todos entendem que o jogo iria mudar. Ele sai de cima de minha esposa, pega-a pela cintura, a coloca de quatro, cospe em seu ânus e com o pênis ainda úmido pela vagina, penetra-a, agora, menos violento, quebrando a virgindade daquela abertura. Ela urra, resignada mais por luxúria que pela dor da penetração. O violador, em estocadas lentas e cadenciadas, diminui o ritmo até que um líquido incolor e viscoso lubrifica o ânus, e ainda com o falo penetrado em minha mulher, desloca-a com docilidade no ar e deita-se na cama; ela, submissa, entende e atende ao pedido mudo. Os outros aproximam-se e tornam aos seus lugares; ela, um pênis em cada mão, masturbando-os, e o terceiro na boca sendo sorvido com languidez.
Em uma imobilidade perplexa e perturbadora, eu assistia à tudo; e o quinto violador que, ora era meu parceiro na assistência e que também até agora fora espectador passivo, ergue-se de seu lugar, vai até a minha esposa, arreganha-lhe a boceta e sôfrego, sorve-lhe o clitóris. O violador, como um carrasco atroz, lambia e mordiscava o grelo, ora violento e forte, ora lento e dócil; e a cada lambida e chicotear de língua, o clitóris dilatava, umedecia e miríades de espasmos vinham inerentes e em pletoras de prazer. As narinas ofegavam fortemente, como dois foles atiçando uma lareira, arfavam como se fossem inalar e exalar todo o ar respirável.
Os assaltantes encapuzados trocaram de lugar até que todos a tivessem possuído por duas vezes, como em uma ciranda de roda infantil. Com o corpo em convulsões infindas e devido aos orgasmos múltiplos há um breve desfalecimento de minha mulher, que um desfibrilizador – uma língua grande e áspera – faz a ressuscitação imediata e dela mesmo com o pênis enterrado na boca e os olhos fechados, perscruta-se um gemido e um revirar de olhos indefectíveis - as pálpebras revelam ondas cíclicas quase imperceptíveis. Ela desfalece mais uma vez, com um sorriso e um filete de esperma no canto da boca. Os encapuzados vestem-se e saem, me deixando ainda amarrado na poltrona. Ela desperta, o corpo mole, dolorido, mas feliz e cambaleante vai até a poltrona me desamarra, me abraça e me arrasta até a cama e fazemos sexo apaixonado e selvagem, como ela gosta, por mais meia hora e adormecemos abraçados. Ao despertar, minha esposa está me olhando, mas sabemos que alguma coisa em nosso relacionamento mudou... o desejo dela era meu maior prazer, vê-la gozar, vê-la sendo penetrada por outro homem que não fosse eu, vê-la contorcer-se... o deleite daqueles sorvos... alguma coisa aconteceu... para melhor...

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